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Serie Firme seus Valores: “A destruição dos Valores”
Autor: Rev. Amauri C. de Oliveira

O tempo passa e as coisas mudam: a cor da estação, o carro do momento, o estilo arquitetônico das construções, a maneira de vestir, e tantas outras coisas que compõem a vida humana. O mundo está em frequentes mudanças e todos nós sabemos bem disso e fazemos parte de tudo que acontece. Há mudanças que são boas, que são para melhor. Há mudanças que na verdade em essência não mudam nada, soam neutras, mas por outro lado há mudanças que são na verdade degradação, pois geram considerável piora da vida e das estruturas da vida humana. Há modas, hábitos, músicas, roupas e outras coisas mais que são de fato passageiras. Até mesmo algumas normas e estruturas organizacionais da vida que são de fato locais, circunstanciais e transitórias.

Quero chamar a atenção neste texto para o fato de que a vida, à semelhança de uma construção, tem seus fundamentos, e sem eles a casa não fica de pé. A percepção de tal realidade parece passar longe da cabeça de muita gente hoje em dia. Há valores e princípios que são pilares susten-tadores da vida, e movê-los significa destruir a vida. Uma das marcas do tempo em que vivemos é a constante transformação de tudo. Como já dizia a velha canção: “Prefiro ser esta metamorfose ambulante”, assim a nossa sociedade caminha hoje, buscando sentido na existência das constantes mudanças. O problema é que para os inclignados a vida metamórfica, tudo pode ser mexido e mudado e os valores estão no pacote. Um exemplo disso é o que se passa na TV. A escola de muitas crianças hoje é composta de alunos acomodados em confortáveis sofás diante de telas enormes e predispostos a aplaudir todo tipo de atitudes inconsequentes de seus mestres e inspiradores - na maioria, artistas consagrados pela mídia. O cenário da principal forma de entretenimento hoje em dia é composto de certos programas de televisão, que vêm empolgando milhões de espectadores por todo lado. Formamos uma espécie de escola do mal, frequentada por pessoas de todas as idades, raças e religiões. Essas escolas propõem um currículo de alto teor motivacional de violência, sexo ilícito (e se tornou quase proibido dizer que há alguma forma de sexo ilícito) e de exaltação ao niilismo, às desavenças conjugais, entre pais e filhos e entre irmãos, enfim, aos ilícitos de toda a natureza e tudo o mais que de negativo existe em matéria de convivência humana. Sabemos que há forças estranhas externas, interessadas na destruição das colunas-mestras da vida cristã autêntica, elas impõem as regras do sorrateiro lema da chamada globalização, que parece consistir de um mundo sem fronteiras, sem valores e sem limites, uma espécie de torre de babel não de tijolo e argamassa, e sim de idéias e filosofias existenciais. É Satanás fazendo valer o velho lema de guerra: “Deteriorando os costumes de um povo, enfraquecerás a juventude e conquistarás a nação.”

Há na Bíblia três instituições reconhecidas com autoridade e outorgadas por Deus: a família, a Igreja e o governo civil e todas elas serão fortemente atacadas por estas forças do mal. Podemos apontar algumas armas que estas forças destruidoras dos valores vão usar: separação entre gerações, a relativização, centralização do eu e a centralização do prazer. Mesmo entre cristãos podemos ver o ataque destas forças do mal gerando destruição de valores. Crentes para quem o casamento vale o mesmo que para não crentes, crentes para quem a bíblia vale o mesmo que para não crentes. Quando o mundo à nossa volta se deteriora é plena¬mente normal, mas quando nós como igreja deterioramos corre¬mos o risco de virar sal sem sabor e Jesus disse que este tipo de sal não serve para mais nada.

No meio de toda esta pressão que vivemos hoje, podemos perceber o Senhor da igreja presente no meio dela dizendo pastoralmente: “Venho sem demora, conserva o que tens para que ninguém tome a tua coroa” (Apocalipse 3:11).

Minha decisão de vida é: vou defender os valores do reino até que o Rei volte!

Fonte: 8ª IPB-BH


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